terça-feira, 12 de julho de 2011

Uma sucessão de merdas.



"... É verdade que tenho o cigarro e tenho o álcool, mas quando bebo demais ou fumo demais, a minha tristeza cresce. Trizteza e raiva..."

(Angústia, p. 20)










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sexta-feira, 3 de junho de 2011

"A existência está em outro lugar"





Não sei. Não entendo essa inconsciência insana. Suponho que tivemos um filho. O menino chama-se Pedro, tem entre três e quatro anos. Um tipo simpático, parece esperto. Julgo que o tenha algum afeto.
Ao longe escuto o barulho metálico de uma catraca. As pesssoas se amontoam ao meu redor.
"Somos o que fazemos pra mudar quem fomos."
Em pouco tempo aquele discurso confuso é o mundo inteiro. A lista de compras, a novela das oito, a salvação das almas - e a moral cristã?(Foda-se a moral cristã). Maldito burburinho.
As pessoas não parecem se incomodar comigo, ou com Pedro, nem mesmo com o meu desejo imediato: SILÊNCIO!

"Minha mãe me deu ao mundo
em um momento de amor,
e me deu a sentença de sempre
pedir licença, ma nunca deixar de entrar..."

Sinto os cabelos úmidos, o corpo dormente...
Os sentidos me voltam numa progressão lenta. Identifico algumas palavras :  "Before you accuse me, take a look at yourself..."


"...Mamãe, eu vou pra lua, mamãe,
eu e minha mulher.
Mamãe, não fique assim,
não chore; eu não estou partindo,
eu estou me preparando pra voltar..."


Tenho um disco do Clapton na vitrola.
Não sei o que é real.






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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Dia desses...

Se é pra acreditar no ilógico,
no improvável, no impossível...
é meu dever.


Lamento. O silêncio,a não-lembrança, a meia dúzia de palavras perdidas no tempo.
Na gaveta, a correspondência não enviada, amarelada pela passagem dos dias.
Quando éramos dois, me sentia mais forte, como nunca mais serei. Depois o tempo foi passando, cumprindo seu papel, separando histórias. Nunca mais àquelas conversar absurdas, tão distantes da verdade...mas ele cria, recordando detalhes.
O leitor ideal:
- Tô lendo antropologia poética, do Drummond.
- Não seria antologia?
- Eu que tô lendo, eu que sei!
Uma malícia, uma ingenuidade só.
Hoje a cidade amanheceu mais triste, como numa manhã de partida há alguns anos. Mas não há de ser nada. Não há de se apagar agora o sorriso que nunca cessava, nem na dor. Não há de ser nada...

Meu caro,
te vejo em breve.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

" Labutar como labuta a
puta,
Esquecer de si, em prol
de si."



Poucas palavras redimiram meses de desconforto. Não por serem amenas,
bem pelo contrário, foram como lâminas, perfurando a pele...



terça-feira, 1 de junho de 2010

How does it feel


E em que sistema de julgamento caótico a vida de um cão vale menos que a do homem?

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Silence!


"Ai! se eu tivesse autonomia
Se eu pudesse gritaria
Não vou, não quero"


Mesmo depois de um dia exaustivo, sem pausa pro cafezinho, me vejo feliz por observar o vento arrastar as folhas secas no chão,e a chuva molhando a grama verde do reino muito, muito distante.





28/01