sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Dia desses...

Se é pra acreditar no ilógico,
no improvável, no impossível...
é meu dever.


Lamento. O silêncio,a não-lembrança, a meia dúzia de palavras perdidas no tempo.
Na gaveta, a correspondência não enviada, amarelada pela passagem dos dias.
Quando éramos dois, me sentia mais forte, como nunca mais serei. Depois o tempo foi passando, cumprindo seu papel, separando histórias. Nunca mais àquelas conversar absurdas, tão distantes da verdade...mas ele cria, recordando detalhes.
O leitor ideal:
- Tô lendo antropologia poética, do Drummond.
- Não seria antologia?
- Eu que tô lendo, eu que sei!
Uma malícia, uma ingenuidade só.
Hoje a cidade amanheceu mais triste, como numa manhã de partida há alguns anos. Mas não há de ser nada. Não há de se apagar agora o sorriso que nunca cessava, nem na dor. Não há de ser nada...

Meu caro,
te vejo em breve.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

" Labutar como labuta a
puta,
Esquecer de si, em prol
de si."



Poucas palavras redimiram meses de desconforto. Não por serem amenas,
bem pelo contrário, foram como lâminas, perfurando a pele...



terça-feira, 1 de junho de 2010

How does it feel


E em que sistema de julgamento caótico a vida de um cão vale menos que a do homem?

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Silence!


"Ai! se eu tivesse autonomia
Se eu pudesse gritaria
Não vou, não quero"


Mesmo depois de um dia exaustivo, sem pausa pro cafezinho, me vejo feliz por observar o vento arrastar as folhas secas no chão,e a chuva molhando a grama verde do reino muito, muito distante.





28/01

terça-feira, 12 de janeiro de 2010



"...Mas quando saí do chuveiro me pediu que ficasse para acompanhá-lo.
- Ainda é dia - disse a ele.
Abri as cortinas. Era pleno agosto, e através da janela via-se a ardente planície lunar até o outro lado da ilha, e o sol parado no céu.
- Não é por isso - disse meu irmão. - É que tenho medo de ter medo..."


O verão feliz da senhora Forbes
(Pág.: 195)

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Ô besteira

"...Te perdôo, por contares minhas horas,
nas minhas demoras por aí.
Te perdôo porque choras,
quando eu choro de rir.
Te perdôo por te trair."


Aquele roteiro devia estar certo: "o amor não tem nada a ver com fidelidade, nós é que queremos que tenha."

Me espanta imaginar que algum dia possa estar com alguém que esqueça de me contar essas bobagens do cotidiano:

-Tive um bom dia de trabalho.
- Que bom meu bem!
-Ah, e te traí!